Ação ocorreu em um dos pavilhões da unidade neste domingo (13); forças de segurança impediram a saída dos detentos e o caso passou a ser investigado.
Uma ocorrência dentro do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) mobilizou forças de segurança neste domingo (13), em Manaus, após detentos tentarem fugir de um dos pavilhões da unidade.
A tentativa foi impedida ainda dentro do sistema prisional, segundo informações divulgadas pelas autoridades.
Em razão da ocorrência, as visitas previstas para este domingo foram suspensas no Compaj. Uma nova data deverá ser definida posteriormente.
Nas demais unidades prisionais do Amazonas, as visitas e os demais serviços continuaram normalmente.
Forças de segurança foram mobilizadas
A resposta à ocorrência envolveu equipes da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), do Batalhão de Choque, da Força Tática da Polícia Militar e da Diretoria Integrada de Operações Aéreas da Secretaria de Segurança Pública.
A atuação conjunta impediu que a tentativa de fuga fosse concretizada.
Até o momento, a Seap não informou quantos detentos participaram da ação nem detalhou de que forma eles tentaram deixar o pavilhão.
Também não houve divulgação de informações sobre feridos ou sobre eventual apreensão de materiais usados na tentativa.
Visitas foram suspensas por segurança
Após a movimentação, a administração penitenciária decidiu suspender as visitas que estavam programadas para o domingo.
A medida atingiu apenas o Compaj.
A Seap ainda deverá informar quando o calendário de visitas será retomado ou remarcado para os familiares dos internos afetados pela suspensão.
Polícia Civil investiga o caso
A ocorrência também passou a ser investigada pela Polícia Civil do Amazonas.
Paralelamente, a Seap informou que instaurou procedimento interno para apurar as circunstâncias da tentativa de fuga e eventuais falhas de segurança.
Entre os pontos que ainda precisam ser esclarecidos estão o número de detentos envolvidos, como a ação foi organizada e se houve participação de pessoas externas à unidade.
Órgãos do sistema de Justiça acompanham a ocorrência
O episódio também passou a ser acompanhado pelo Tribunal de Justiça do Amazonas, Ministério Público, Defensoria Pública e Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário, além de outros órgãos ligados à execução penal.
Até a última atualização, não havia confirmação de fuga efetivada.
Apesar de a ocorrência ter provocado forte mobilização dentro e fora do presídio, as informações divulgadas até agora indicam uma tentativa de fuga, e não uma rebelião formalmente confirmada pelas autoridades.
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