Roberto Cidade acompanha o monitoramento de incêndios no Amazonas na sala do Corpo de Bombeiros.Divulgação

Governador esteve na sala de monitoramento do Corpo de Bombeiros nesta quinta-feira (17) para verificar dados sobre queimadas, deslocamento da fumaça e atuação das equipes na capital e no interior.

O monitoramento de incêndios no Amazonas foi acompanhado nesta quinta-feira (17) pelo governador Roberto Cidade durante visita à sala de monitoramento do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, em Manaus.

A agenda teve como foco a análise dos focos de calor, das áreas com ocorrência de incêndios e da movimentação da fumaça que vem afetando diferentes municípios, incluindo a capital.

Segundo as informações divulgadas pelo Governo do Estado, o trabalho envolve o Corpo de Bombeiros, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), que atuam de forma integrada no acompanhamento por satélite, fiscalização ambiental e direcionamento das equipes em campo.

A presença de fumaça também vem afetando Manaus. Nesta quinta-feira, a Prefeitura informou média de 94,7 µg/m³ de partículas finas PM2,5, índice classificado pelo município como “muito ruim”. A administração municipal atribuiu a fumaça principalmente a queimadas em municípios da Região Metropolitana.

Monitoramento de incêndios no Amazonas reúne diferentes órgãos

Durante a visita, Roberto Cidade acompanhou as informações reunidas pelos órgãos responsáveis pelo monitoramento ambiental e pela resposta aos incêndios.

Segundo o material do governo, dados de satélite apontam focos de calor na Região Metropolitana de Manaus e em áreas do leste do Amazonas.

As informações também são cruzadas com dados meteorológicos, como direção e velocidade do vento, para ajudar a identificar o deslocamento da fumaça e orientar as ações de fiscalização.

A Assembleia Legislativa do Amazonas já havia registrado, em agosto, requerimento direcionado ao governo, Corpo de Bombeiros e Ipaam pedindo intensificação das medidas preventivas e de combate ao aumento das ocorrências de incêndio no estado.

Cerca de mil profissionais participam das ações

De acordo com o Governo do Amazonas, aproximadamente mil servidores civis e militares estão envolvidos nas operações de prevenção, combate e apoio em Manaus e municípios do interior.

O Corpo de Bombeiros atua diretamente nos incêndios identificados pelas equipes de monitoramento ou comunicados pela população.

O governo também mantém a Operação Amazonas + Verde, iniciada em maio, que reúne ações de enfrentamento a ilícitos ambientais, educação ambiental e ampliação da capacidade de resposta contra incêndios florestais.

Informações divulgadas nesta quinta-feira apontam que entre junho e setembro foram registrados milhares de focos atendidos em dezenas de municípios, com mobilização de bombeiros e brigadistas.

Roberto Cidade pede que população evite queimadas

Durante a agenda, Roberto Cidade reforçou o pedido para que moradores não façam queimadas, fogueiras ou outras atividades capazes de iniciar novos focos.

O alerta ocorre durante o período mais crítico da estiagem, quando a redução das chuvas e a vegetação seca favorecem a propagação do fogo.

Pequenos incêndios iniciados em terrenos, quintais ou propriedades rurais podem avançar para áreas maiores, principalmente em locais de difícil acesso para as equipes de combate.

Uso do fogo está proibido temporariamente

O Governo do Amazonas informou que está em vigor uma proibição temporária do uso do fogo em todo o estado por 120 dias.

A medida alcança atividades de limpeza, manejo de áreas, eliminação de resíduos vegetais e outras finalidades agrossilvipastoris.

Dados divulgados nesta quinta-feira apontam que a restrição foi estabelecida pelo Decreto Estadual nº 55.339, de 9 de setembro de 2026.

O descumprimento pode resultar em medidas administrativas previstas na legislação ambiental, além de eventuais responsabilidades civil e penal, conforme cada ocorrência.

Ipaam fiscaliza possíveis infrações

O Ipaam mantém equipes atuando na Região Metropolitana e no sul do Amazonas.

A fiscalização utiliza informações de satélite e ferramentas de monitoramento para identificar áreas com focos de calor e possíveis ocorrências de desmatamento associadas ao uso do fogo.

Quando há indícios de infração, as equipes são direcionadas para inspeção em campo.

A identificação de um foco de calor, por si só, não define quem iniciou o incêndio ou se houve crime ambiental. A responsabilização depende de apuração no local e da reunião de elementos que indiquem autoria e eventual irregularidade.

Dados sobre qualidade do ar variam conforme monitoramento

O Governo do Estado informou que o Centro de Monitoramento e Alertas da Defesa Civil estadual registrou média aproximada de 38 a 40 µg/m³ de PM2,5 nas últimas 24 horas em Manaus, classificada pelo órgão como moderada.

Já a Prefeitura de Manaus registrou média de 94,7 µg/m³ nesta quinta-feira, em faixa considerada “muito ruim”.

A diferença pode estar relacionada ao período analisado, à localização dos sensores e à metodologia adotada por cada sistema.

Por isso, os números devem ser interpretados levando em consideração a fonte e o intervalo de tempo utilizado.

Itacoatiara, Itapiranga e Urucurituba têm alerta

O monitoramento estadual apontou uma situação mais crítica em Itacoatiara, Itapiranga e Urucurituba, onde concentrações de PM2,5 ultrapassaram 50 µg/m³, segundo as informações divulgadas pelo governo.

Os alertas emitidos pela Defesa Civil estadual são válidos até a manhã desta sexta-feira (18).

Em Manaus, a Prefeitura informou que a fumaça observada nesta quinta-feira tem origem principalmente em queimadas registradas em Itacoatiara, Careiro da Várzea, Iranduba e Manacapuru.

Fumaça exige cuidados com a saúde

A orientação das autoridades de saúde é reduzir o tempo de exposição à fumaça e evitar exercícios físicos ao ar livre nos períodos de maior concentração.

Crianças, idosos, gestantes, recém-nascidos e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares devem ter atenção especial.

Sintomas como tosse, irritação na garganta, ardência nos olhos, chiado no peito e falta de ar podem indicar efeitos da exposição.

Em casos mais graves, como dificuldade intensa para respirar, dor ou aperto no peito, confusão mental ou perda de consciência, a recomendação é procurar atendimento de urgência ou acionar o Samu pelo número 192.

O monitoramento de incêndios no Amazonas deverá continuar durante o período crítico da estiagem, com acompanhamento dos focos de calor, da circulação da fumaça e das condições meteorológicas.

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