A expectativa do mercado financeiro para a inflação de 2026 voltou a recuar. De acordo com o mais recente Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,35% para 5,30%, indicando uma leve melhora nas perspectivas econômicas, embora o índice ainda permaneça acima da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
O Boletim Focus reúne semanalmente as projeções de instituições financeiras consultadas pelo Banco Central sobre os principais indicadores da economia brasileira, como inflação, crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), taxa básica de juros (Selic) e cotação do dólar.
Apesar da nova redução, a previsão de inflação continua acima do centro da meta oficial, fixado em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Isso significa que o teto permitido é de 4,5%, patamar ainda inferior à projeção atual do mercado.
A desaceleração das expectativas reflete a percepção de que as medidas de política monetária adotadas pelo Banco Central começam a produzir efeitos no controle dos preços, embora o cenário ainda exija cautela diante das incertezas econômicas internas e externas.
Selic permanece estável
Para a taxa básica de juros, a projeção dos analistas foi mantida em 15% ao ano até o fim de 2026. O patamar elevado da Selic continua sendo utilizado como principal instrumento para conter a inflação, tornando o crédito mais caro e reduzindo o ritmo do consumo.
PIB e dólar
As estimativas para o crescimento da economia brasileira permaneceram estáveis. O mercado segue projetando expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,3% neste ano.
Já para o dólar, a expectativa continua em torno de R$ 5,70 ao final de 2026, sem alterações em relação à pesquisa anterior.
O que é o Boletim Focus?
Divulgado semanalmente pelo Banco Central, o Boletim Focus reúne as expectativas de bancos, corretoras, consultorias e demais instituições do mercado financeiro sobre os principais indicadores econômicos do país. As projeções servem como referência para acompanhar as tendências da economia, mas não representam previsões oficiais do governo.
Fonte: Agência Brasil
