Boletim InfoGripe mostra redução dos casos no país, porém nove capitais ainda registram aumento da síndrome respiratória; Influenza A lidera os óbitos.

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) seguem em trajetória de queda no Brasil, mas nove capitais, entre elas Manaus, continuam apresentando crescimento da doença, segundo o mais recente boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (9) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O levantamento também revela que a Influenza A é a principal causa de mortes por vírus respiratórios, respondendo por 33,1% dos óbitos registrados nas últimas semanas.

Apesar da melhora no cenário nacional, a Fiocruz alerta que a circulação de vírus respiratórios permanece elevada em diferentes regiões do país. A Influenza B continua em expansão em parte da Região Centro-Sul, enquanto a incidência da SRAG segue mais elevada entre crianças pequenas e a mortalidade permanece concentrada na população idosa.

Capitais permanecem em situação de alerta

Até a Semana Epidemiológica 26, nove capitais apresentaram níveis classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento dos casos nas últimas semanas. São elas:

  • Belo Horizonte
  • Boa Vista
  • Curitiba
  • Florianópolis
  • Goiânia
  • Manaus
  • Palmas
  • Porto Alegre
  • Rio Branco

Outras 11 capitais também registram incidência elevada da síndrome, embora sem crescimento sustentado. Entre elas estão Belém, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, João Pessoa, Macapá, Maceió, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís e Aracaju.

Crianças e idosos concentram maior preocupação

Segundo a Fiocruz, o avanço da doença em Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre ocorre principalmente entre crianças menores de 2 e 4 anos. Em Rio Branco, o aumento é observado entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos.

Já em Belo Horizonte, Florianópolis, Manaus e Rio Branco também foi identificado crescimento dos casos entre idosos, grupo que continua sendo o mais vulnerável às complicações da doença.

Vacinação continua sendo a principal proteção

A pesquisadora do InfoGripe, Tatiana Portella, reforça a importância da vacinação contra a influenza, especialmente para os grupos prioritários.

Além da imunização, ela recomenda que pessoas com sintomas respiratórios utilizem máscara e evitem contato com idosos, crianças pequenas e indivíduos imunocomprometidos, reduzindo o risco de transmissão.

Vírus respiratórios em circulação

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, entre os casos confirmados por exames laboratoriais, a distribuição dos vírus foi a seguinte:

  • Vírus sincicial respiratório (VSR): 55,9%;
  • Rinovírus: 23,3%;
  • Influenza A: 12,7%;
  • Influenza B: 8,4%;
  • Sars-CoV-2 (covid-19): 2,2%.

Entre os óbitos registrados no mesmo período, a Influenza A liderou as ocorrências, seguida por rinovírus, vírus sincicial respiratório, Influenza B e covid-19.

Mais de 109 mil casos registrados em 2026

Desde o início do ano, o Brasil contabilizou 109.347 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave. Desse total, 56.530 tiveram confirmação para algum vírus respiratório, enquanto 37.770 apresentaram resultado negativo e 8.195 ainda aguardam conclusão dos exames laboratoriais.

O boletim também aponta que os casos associados à covid-19 permanecem em níveis baixos em todas as faixas etárias, enquanto a maior incidência da SRAG continua sendo observada entre crianças pequenas, principalmente em decorrência do vírus sincicial respiratório (VSR). A mortalidade, por sua vez, segue mais elevada entre idosos, tendo a Influenza A como principal agente causador.

Fonte: Agência Brasil

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