Mesmo após vários dias desde os terremotos, casos de sobreviventes continuam sendo registrados
A Venezuela segue enfrentando as consequências dos terremotos que atingiram o país na última quarta-feira (24). O número de mortos já se aproxima de 1.500, enquanto milhares de pessoas continuam desaparecidas e equipes de resgate nacionais e internacionais intensificam as buscas por sobreviventes, principalmente no estado de La Guaira, a região mais afetada pela tragédia.
As operações de busca continuam em meio aos escombros deixados pelos dois fortes tremores, que provocaram o desabamento de dezenas de edifícios e causaram destruição em diversas cidades. La Guaira, localizada a cerca de 40 quilômetros ao norte de Caracas, concentra grande parte dos danos registrados.
A presidente interina Delcy Rodríguez afirmou que os trabalhos de resgate não serão interrompidos enquanto houver possibilidade de encontrar sobreviventes. Segundo ela, pessoas ainda foram retiradas com vida dos escombros no domingo (28), reforçando a esperança das equipes que atuam na região.
Além das operações de salvamento, o governo anunciou a prorrogação da suspensão das aulas por mais uma semana nas áreas atingidas e informou que aproximadamente 75% do fornecimento de energia elétrica em La Guaira já foi restabelecido. Também foi criada uma comissão para avaliar as condições estruturais dos imóveis afetados.
O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, informou que o balanço oficial contabiliza cerca de 1.450 mortes, mais de 3.150 feridos, 12.721 pessoas desalojadas e 774 edifícios completamente destruídos. Segundo ele, a prioridade agora é ampliar os resgates e instalar abrigos para as famílias que perderam suas casas.
Nos primeiros dias após a tragédia, moradores e voluntários realizaram o resgate de vítimas praticamente por conta própria, diante da escassez de equipamentos e do número reduzido de equipes especializadas. A situação começou a mudar com a chegada de mais de 2.600 socorristas internacionais, enviados para reforçar as operações.
Mesmo após vários dias desde os terremotos, casos de sobreviventes continuam sendo registrados. No domingo, um pai e seu filho foram retirados com vida dos escombros de um edifício, alimentando a expectativa de novos resgates.
Enquanto as buscas prosseguem, ainda há divergências sobre o número de desaparecidos. Embora o governo não tenha divulgado um total consolidado, uma plataforma mantida por grupos de oposição registrava, até domingo, pouco menos de 50 mil pessoas desaparecidas, número inferior aos cerca de 55 mil contabilizados no dia anterior.
Diversos países também enviaram ajuda humanitária para apoiar a resposta ao desastre. O Brasil participa da operação com equipes especializadas dos Corpos de Bombeiros e profissionais da Defesa Civil, que auxiliam nas buscas por vítimas e nas ações de atendimento à população afetada.
Fonte: Agência Brasil
