Em vigor desde o fim de julho, linha de crédito para motoristas de app e taxistas busca maior integração com plataformas e melhor acesso a dados de renda.
O Ministério da Fazenda avalia promover ajustes estruturais no Programa Move Brasil com o objetivo de impulsionar a participação das instituições financeiras privadas na concessão de financiamentos. A iniciativa, implementada em 27 de julho para apoiar taxistas e motoristas de aplicativo na aquisição de veículos para trabalho, tem registrado uma adesão inferior à projetada pela equipe econômica, concentrando a maior parte das operações em bancos públicos como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Segundo o ministro Dario Durigan, o governo estuda aprimorar o compartilhamento de dados de renda com as plataformas digitais e ajustar termos regulatórios para atrair o setor bancário privado. A pauta foi debatida durante reunião no Palácio da Alvorada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também abordou a resposta brasileira às barreiras comerciais norte-americanas.
Condições do Move Brasil e gargalos identificados
Lançado para facilitar a renovação de frota e a inclusão produtiva dos trabalhadores autônomos do transporte por aplicativo, a linha de crédito possui abrangência em diferentes categorias:
- Modalidades cobertas: Financiamento com juros reduzidos para a compra de automóveis novos de até R$ 150 mil, seminovos, motocicletas e bicicletas.
- Resistência privada: Apesar das garantias governamentais oferecidas, os grandes bancos privados têm demonstrado menor apetite na concessão dos empréstimos.
- Ajustes operacionais: O governo planeja facilitar o fluxo de checagem de dados financeiros diretamente com as plataformas para desburocratizar a aprovação do crédito.
Lei de Reciprocidade e negociações com os EUA
No mesmo encontro de alinhamento econômico, o governo federal analisou o impacto da aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica diante da sobretaxa de 37,5% imposta pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros.
A Fazenda pontuou que o procedimento não significa retaliação tarifária imediata, mas sim uma etapa formal de avaliação de impactos e consultas diplomáticas para preservar as exportações nacionais, mantendo abertos os canais diretos de diálogo entre os governos.
