Culto religioso representa dados da pesquisa sobre evangélicos no Amazonas.Levantamento do Iser e da Quaest aponta que 45% dos entrevistados no Amazonas se identificam como evangélicos.

Levantamento do Iser em parceria com a Quaest indica que 45% dos entrevistados no estado se identificam como evangélicos

O Amazonas possui a maior proporção de pessoas que se identificam como evangélicas entre os estados brasileiros, segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto de Estudos da Religião (Iser) em parceria com a Quaest. O levantamento indica que os evangélicos no Amazonas representam 45% dos entrevistados no estado.

O índice amazonense está 16 pontos percentuais acima da média nacional, calculada em 29%. O resultado também supera o percentual da Região Norte, onde 40% dos participantes declararam seguir alguma denominação evangélica.

Os dados se referem à proporção registrada entre os entrevistados e não significam que o Amazonas tenha o maior número absoluto de evangélicos do país.

Evangélicos no Amazonas chegam a 45%

A pesquisa ouviu presencialmente 15 mil pessoas com 16 anos ou mais em 412 municípios brasileiros. As entrevistas foram realizadas entre 14 de janeiro e 10 de fevereiro.

A margem de erro geral informada é de um ponto percentual. No conteúdo divulgado, não foi apresentada uma margem específica para o resultado do Amazonas.

Embora o estado lidere proporcionalmente na identificação evangélica, os católicos continuam formando o maior grupo religioso do país. Em âmbito nacional, 50% dos entrevistados declararam-se católicos e 29%, evangélicos.

O Piauí apresentou a maior proporção de católicos, com 73% dos participantes do estado identificados com a religião.

Pesquisa apresenta perfil dos evangélicos

O levantamento também identificou diferenças de adesão religiosa relacionadas à raça e à faixa etária. Entre os participantes pretos e pardos, 31% afirmaram ser evangélicos. Entre os entrevistados brancos, o índice foi de 26%.

A presença evangélica também se mostrou maior entre os participantes mais jovens, embora os percentuais detalhados por faixa etária não tenham sido informados no conteúdo divulgado.

Entre as denominações, as Assembleias de Deus concentram a maior parcela desse público, reunindo 32% dos evangélicos brasileiros.

Aproximadamente sete em cada dez entrevistados evangélicos pertencem a igrejas pentecostais. Outros 10% foram classificados como “desigrejados”, denominação empregada para pessoas que se identificam como evangélicas, mas não mantêm vínculo permanente com uma igreja.

Crenças ultrapassam as classificações religiosas

A pesquisa também investigou crenças que podem estar presentes entre integrantes de diferentes religiões. Apesar de 79% dos entrevistados se declararem católicos ou evangélicos, 68% disseram acreditar em espíritos.

A possibilidade de reencarnação é aceita por 37% dos participantes. Os números indicam que determinadas crenças não estão necessariamente restritas às classificações religiosas declaradas pelos entrevistados.

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