MPAM investiga desvio de recursos em Juruá envolvendo contratos milionários da prefeitura.Ministério Público do Amazonas apura possíveis irregularidades em contratos firmados pela Prefeitura de Juruá com empresas privadas.

Inquérito apura pagamentos feitos a empresa de suprimentos de informática e repasses posteriores a outras empresas; Coaf e Gaeco foram acionados para auxiliar na análise.

O MPAM investiga desvio de recursos em Juruá a partir de contratos firmados pela prefeitura com empresas privadas. O Ministério Público do Amazonas instaurou inquérito civil para apurar possíveis irregularidades em pagamentos realizados no município, envolvendo empresas dos setores de informática e alimentos.

Segundo o órgão, a investigação teve início a partir da Notícia de Fato nº 194.2026.000001 e está sob responsabilidade da Promotoria de Justiça de Juruá.

Os fatos analisados ocorreram no período em que a prefeitura era comandada pelo ex-prefeito José Maria Rodrigues da Rocha Júnior.

MPAM investiga desvio de recursos em Juruá

De acordo com os elementos reunidos até agora, a Prefeitura de Juruá teria feito pagamentos milionários à empresa TAC Comércio de Suprimentos de Informática LTDA.

O MPAM afirma que parte desses valores teria sido posteriormente repassada às empresas JC Barão dos Santos Comércio de Produtos Alimentícios LTDA e C.V. da Silva Fonseca.

A apuração busca verificar se esses repasses tiveram justificativa econômica compatível com as atividades e a capacidade operacional das empresas envolvidas.

O Ministério Público também cita relatos de saques em espécie feitos em agências bancárias localizadas em Carauari.

Investigação apura possível improbidade e ilícitos penais

Segundo o MPAM, os fatos podem configurar, em tese, atos de improbidade administrativa e outros ilícitos.

A apuração ainda está em andamento e não representa conclusão sobre responsabilidade das empresas ou das pessoas citadas.

Também não há, até o momento, informação de condenação ou decisão judicial definitiva relacionada aos fatos investigados.

O promotor Marcelo dos Anjos de Castro afirmou que a investigação busca verificar a destinação dos recursos públicos e eventuais prejuízos causados ao município.

Prefeitura e Secretaria de Finanças terão de entregar documentos

Como parte das diligências, o Ministério Público estabeleceu prazo de 15 dias úteis para que a Secretaria Municipal de Finanças de Juruá entregue documentos relacionados aos pagamentos feitos à TAC Comércio de Suprimentos de Informática em 2024.

Entre os documentos solicitados estão cópias integrais de empenhos, notas de liquidação e ordens de pagamento, além da indicação das fontes dos recursos utilizados.

A Prefeitura de Juruá também deverá fornecer os procedimentos licitatórios e contratos administrativos firmados com a empresa.

Coaf vai analisar movimentações financeiras

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras também foi acionado pelo Ministério Público.

O Coaf deverá encaminhar, dentro do mesmo prazo, relatórios de inteligência financeira sobre movimentações relacionadas às empresas e pessoas mencionadas no processo.

Esses documentos poderão ajudar a Promotoria a rastrear a origem e o destino dos valores investigados.

Gaeco dará apoio técnico à investigação

A Promotoria de Justiça de Juruá também solicitou apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MPAM.

O Gaeco deverá auxiliar na análise das movimentações bancárias e da estrutura societária das empresas investigadas.

O objetivo é verificar possíveis conexões financeiras, repasses entre empresas e eventuais incompatibilidades entre os valores movimentados e as atividades declaradas.

Investigação ainda está em fase de apuração

O MPAM investiga desvio de recursos em Juruá, mas o inquérito civil ainda está em fase de coleta e análise de provas.

Os elementos reunidos servirão para definir se haverá eventual ação judicial, pedido de ressarcimento, responsabilização por improbidade administrativa ou encaminhamento para investigação criminal.

Até a conclusão dessa fase, as suspeitas devem ser tratadas como hipóteses investigativas, sem atribuição definitiva de culpa aos envolvidos.

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