Agência da Caixa durante a greve dos empregados da Caixa, que será votada novamente na segunda-feira.Trabalhadores da Caixa votarão na segunda-feira a nova proposta do banco para o acordo coletivo e o custeio do Saúde Caixa. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Nova proposta amplia participação do banco no custeio do Saúde Caixa e mantém mensalidades sem reajuste em 2026; categoria decide em votação virtual.

A greve dos empregados da Caixa pode chegar ao fim na próxima segunda-feira (21). Os trabalhadores da Caixa Econômica Federal irão votar se aceitam a nova proposta apresentada pelo banco para o Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2028 ou se mantêm a paralisação iniciada no último dia 10.

A votação será realizada de forma virtual, das 11h às 18h, após uma plenária marcada entre 9h e 11h para esclarecimento de dúvidas.

Um dos principais pontos da negociação é o custeio do Saúde Caixa, plano de saúde dos empregados.

Greve dos empregados da Caixa entra em fase decisiva

A principal reivindicação da categoria é o restabelecimento da divisão em que a Caixa arca com 70% dos custos do plano e os trabalhadores com 30%.

Na proposta apresentada nesta quinta-feira (17), o banco não retomou diretamente essa proporção, mas elevou de 6,5% para 9% da folha de pagamento o limite de participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa a partir de 2027.

A proposta também mantém o modelo solidário do plano, sem cobrança diferenciada conforme a idade do beneficiário.

Além disso, não haverá reajuste das mensalidades em 2026. O déficit do plano neste ano deverá ser absorvido pela Caixa.

Saúde Caixa concentra negociação

A nova proposta prevê ainda pelo menos um empregado dedicado ao Saúde Caixa em cada Gerência de Pessoas e Representação Regional de Pessoas.

Também está prevista a criação, em até 60 dias, de um grupo de trabalho para discutir mudanças no modelo de gestão do plano.

A presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT, Juvandia Moreira, classificou a ampliação da participação financeira da Caixa como um avanço.

Segundo ela, a mudança representaria cerca de R$ 900 milhões adicionais de participação recorrente da empresa no plano.

A avaliação, no entanto, é da representação sindical. A decisão final sobre a aceitação da proposta caberá aos trabalhadores na votação de segunda-feira.

Proposta inclui prêmio de R$ 3 mil

A negociação também trouxe alterações em outros pontos do acordo coletivo.

No programa de remuneração variável Super Caixa, a proposta aumenta de 25% para 50% a premiação inicial por habilitação no segundo semestre de 2026.

Outro item é a manutenção de um prêmio de R$ 3 mil por empregado, vinculado à superação do Índice de Eficiência Operacional de 2026, meta que, segundo as informações divulgadas, já havia sido alcançada em junho.

No caso do Plano de Funções Gratificadas, a Caixa se comprometeu a criar espaços de discussão com representantes dos empregados, incluindo um grupo paritário.

Direitos anteriores seriam mantidos

A Caixa também informou na negociação que pretende preservar os direitos já previstos em acordos coletivos específicos e na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria.

Caso a proposta seja aprovada pelos empregados, o dia de paralisação de 20 de agosto será abonado.

Já os dias úteis da greve atual deverão ser compensados em até 180 dias.

Paralisação começou em 10 de setembro

A greve dos empregados da Caixa começou em 10 de setembro e completa uma semana nesta quinta-feira.

A mobilização ocorreu em meio às negociações do novo acordo coletivo, especialmente diante das divergências sobre o financiamento do plano de saúde.

A decisão de segunda-feira será determinante para definir se as agências e demais unidades retomam normalmente as atividades ou se a paralisação continuará.

Com informações de Agência Brasil

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