Carta assinada por 13 ministros aposentados foi enviada a Edson Fachin e classifica o momento atual como a “mais aguda crise” da história do Supremo.
Treze ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal (STF) divulgaram uma carta aberta ao presidente da Corte, Edson Fachin, cobrando uma apuração rigorosa dos fatos que vêm provocando a atual crise no tribunal.
No documento, os ex-integrantes do STF afirmam que o cenário recente compromete o prestígio e a autoridade da Corte, além de afetar a confiança da população e a estabilidade das instituições democráticas.
Eles classificam o momento como a “mais aguda crise de sua história” e defendem que os fatos sejam analisados em sessão pública do plenário.
Carta é assinada por 13 ex-ministros
Assinam o documento:
- Néri da Silveira
- Francisco Rezek
- Sydney Sanches
- Celso de Mello
- Carlos Velloso
- Ilmar Galvão
- Nelson Jobim
- Ellen Gracie
- Cezar Peluso
- Ayres Britto
- Joaquim Barbosa
- Eros Grau
- Rosa Weber
A manifestação foi encaminhada a Fachin nesta terça-feira (8), em meio ao avanço da crise envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Crise aumentou após divulgação de relatórios
A tensão se intensificou depois que Mendonça tornou público um relatório da Polícia Federal com informações sobre contatos atribuídos a Alexandre de Moraes e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
O documento reúne mensagens recuperadas do celular de Vorcaro e passou a alimentar questionamentos sobre a relação entre o ex-banqueiro e integrantes do Supremo.
Posteriormente, Moraes encaminhou a Fachin acusações contra Mendonça relacionadas à condução das investigações e pediu providências contra o colega.
Fachin ainda deve definir próximos passos
O presidente do STF já determinou a coleta de manifestações das autoridades envolvidas antes de decidir como o caso será conduzido.
Após receber as respostas, Fachin poderá levar a discussão ao plenário, convocar reunião reservada entre os ministros ou adotar outro encaminhamento institucional.
A carta dos aposentados, no entanto, defende de forma clara que a análise ocorra em ambiente público.
Documento não aponta culpados
Apesar do tom duro, a carta não pede afastamento de ministros nem afirma que houve crime ou irregularidade comprovada.
A principal cobrança é por uma resposta institucional transparente e por uma apuração formal dos fatos.
A manifestação amplia a pressão sobre a Presidência do STF em um momento de forte tensão interna e de crescente repercussão política do caso Banco Master.
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