Candidato a deputado estadual afirma que valor apreendido em sua casa corresponde a recursos pessoais declarados no Imposto de Renda
Vinícius Almeida, ex-secretário de Segurança Pública do Amazonas e candidato a deputado estadual, negou irregularidades após ser alvo de buscas da Polícia Federal em Manaus. Em vídeo publicado nas redes sociais, o coronel afirmou que confia na Justiça Eleitoral e que apresentará sua defesa no processo.
A operação cumpriu mandados na sede da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas e em endereços ligados ao candidato. A apuração investiga possível uso de recursos, veículos e servidores públicos em atividades eleitorais, além de uma eventual estrutura de campanha que não teria sido declarada.
Vinícius Almeida declarou que deixou o comando da SSP-AM em março para disputar a eleição e afirmou não ter cometido crimes durante sua trajetória no serviço público.
Vinícius Almeida apresenta versão
Durante as buscas, foram apreendidos aproximadamente R$ 100 mil em espécie na residência do candidato, além de placas de identificação de veículos da SSP-AM, materiais eleitorais, celulares, computadores, documentos e veículos.
Por meio da assessoria, Vinícius Almeida informou que o valor corresponde a economias pessoais guardadas para uma viagem programada e declaradas no Imposto de Renda. A defesa rejeitou qualquer relação do dinheiro com a campanha.
O Ministério Público do Amazonas informou que a busca foi solicitada pelo Ministério Público Federal após informações encaminhadas por setores do MPAM. A Polícia Federal executou as medidas no âmbito da atuação do Ministério Público Eleitoral.
O que a investigação apura
Segundo nota do MPAM, os elementos sob análise incluem possível emprego de veículos oficiais, participação de servidores em horário de expediente em atividades político-partidárias e o uso de estrutura paralela de apoio à campanha.
No vídeo, o candidato interpretou a operação como parte do ambiente político da eleição e afirmou que seguirá na disputa. Essa é a posição de Vinícius Almeida sobre o caso.
Não há, até o momento, condenação ou decisão judicial que reconheça responsabilidade criminal do candidato. A investigação continua.

