Capital liderou ranking nacional de poluição pelo segundo dia seguido; Defesa Civil recomenda reduzir exposição e usar máscara
Manaus amanheceu novamente coberta por uma densa camada de fumaça nesta sexta-feira (9). Pelo segundo dia consecutivo, a capital registrou a pior qualidade do ar do Brasil, segundo dados da plataforma internacional IQAir consultados nas primeiras horas da manhã.
Por volta das 5h, o índice de qualidade do ar chegou a 366, classificação considerada perigosa pela plataforma. A concentração de partículas finas PM2.5 atingiu 258,2 microgramas por metro cúbico (µg/m³).
O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), também classificou a qualidade do ar como péssima. Por volta das 6h, bairros como Morro da Liberdade, Educandos e áreas próximas registraram concentrações de até 320,2 µg/m³ de partículas poluentes.
Os indicadores representam registros daquele momento e podem oscilar ao longo do dia. A recomendação é acompanhar os alertas oficiais e evitar interpretar uma melhora pontual como fim do risco.
Alerta de saúde
Diante do agravamento da poluição, a Defesa Civil emitiu alerta severo e recomendou que a população evite exposição prolongada à fumaça, suspenda atividades físicas ao ar livre e utilize máscara de proteção ao sair de casa. A orientação é priorizar modelos PFF2, manter hidratação frequente e procurar atendimento médico em caso de falta de ar, dor no peito ou piora de sintomas respiratórios.
Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças cardíacas ou respiratórias exigem atenção redobrada durante períodos de ar contaminado.
Aulas e serviços alterados
A piora da qualidade do ar levou à suspensão das aulas da rede municipal de Manaus nesta sexta-feira. A medida também alcança centros especializados, Cmaes e o Parque Cidade da Criança. Ufam, UEA e Ifam também adotaram mudanças nas atividades presenciais.
Segundo a Prefeitura de Manaus, a fumaça está relacionada principalmente a queimadas no interior do Amazonas, com destaque para municípios como Itacoatiara, Careiro da Várzea e Manaquiri. O incêndio no Distrito Industrial II é um dos focos que também mobilizam órgãos ambientais, mas não deve ser apontado isoladamente como causa da fumaça sobre toda a capital.

