Entre os indiciados estão o empresário conhecido como “Careca do INSS” e o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social. Investigação apura descontos associativos irregulares que podem ter causado prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões.
A Polícia Federal (PF) concluiu a primeira etapa das investigações da Operação Sem Desconto e indiciou 48 pessoas suspeitas de participação em um esquema de descontos ilegais aplicados sobre benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Entre os investigados estão o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e o ex-presidente do instituto, Alessandro Stefanuto. O prejuízo estimado chega a R$ 6,3 bilhões em cobranças realizadas entre 2019 e 2024.
As investigações tiveram início em abril de 2025 e apuram a cobrança indevida de mensalidades associativas vinculadas à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer).
O relatório final do inquérito foi encaminhado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso. O documento tramita sob segredo de Justiça, motivo pelo qual o conteúdo detalhado da investigação não foi divulgado.
Segundo a Polícia Federal, esta é a primeira conclusão formal decorrente da Operação Sem Desconto, que investiga um suposto esquema de descontos não autorizados diretamente nos pagamentos de aposentadorias e pensões do INSS.
Defesas
Procurada, a defesa de Antonio Carlos Camilo Antunes informou que ainda não teve acesso ao relatório final da investigação e, por esse motivo, não irá se manifestar neste momento.
A reportagem também entrou em contato com a defesa do ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanuto, e aguarda posicionamento. Já a defesa da Conafer não foi localizada até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação dos citados.
Fonte: Agência Brasil
