Menina da etnia Deni recebeu soro antiofídico e foi transportada de helicóptero para o Hospital de Itamarati
Uma criança indígena de 11 anos, da etnia Deni, foi resgatada após ser picada por uma cobra surucucu em uma comunidade isolada no interior do Amazonas. A operação ocorreu na terça-feira (30) e mobilizou militares do Comando de Fronteira Solimões/8º Batalhão de Infantaria de Selva (8º BIS) e do 4º Batalhão de Aviação do Exército (4º BAvEx).
De acordo com o Exército Brasileiro, a equipe foi acionada para prestar socorro à menina em uma área de difícil acesso. Os militares se deslocaram até a comunidade, onde aplicaram o soro antiofídico antes da remoção da paciente.
Após o atendimento inicial, a criança foi embarcada em uma aeronave Jaguar do 4º BAvEx e levada ao Hospital de Itamarati. A unidade passou a acompanhar clinicamente o estado de saúde da paciente. Não foram divulgadas novas informações sobre sua condição.
Operação em área remota
O resgate exigiu a integração entre tropas de selva e a Aviação do Exército, devido às condições de acesso à comunidade. Além da remoção da criança, a mobilização também permitiu o atendimento a outros moradores da região indígena.
O Exército informou que missões como essa são essenciais para garantir assistência de saúde em localidades remotas da Amazônia, onde o deslocamento por via terrestre ou fluvial pode levar muitas horas ou dias, especialmente em situações de urgência.
Sobre a surucucu
Também conhecida como surucucu-pico-de-jaca, a espécie é uma serpente peçonhenta da mesma família das jararacas e cascavéis. Ela pode atingir grande porte e é considerada a maior serpente peçonhenta da América do Sul.
A picada exige atendimento médico imediato, com avaliação profissional e aplicação de soro específico quando indicado. A orientação é não tentar capturar ou matar o animal e buscar socorro o mais rápido possível, evitando práticas caseiras que possam agravar o quadro.

