Quatro Reservas de Desenvolvimento Sustentável foram criadas no Amazonas e somam cerca de 669 mil hectares em municípios do Sul do estado.
O governo federal criou quatro novas Reservas de Desenvolvimento Sustentável no Amazonas, todas localizadas na região de influência da BR-319. Juntas, as unidades somam aproximadamente 669 mil hectares de áreas protegidas.
Os decretos foram assinados nesta terça-feira (8), no Palácio do Planalto, durante uma cerimônia em referência ao Dia da Amazônia.
As novas reservas ficam em municípios do Sul e da região central do estado e foram criadas com o objetivo de ampliar a proteção da biodiversidade, ordenar o uso do território e garantir a permanência de comunidades que vivem de atividades agroextrativistas.
Quatro áreas passam a ter proteção específica
As unidades criadas são:
- RDS Tupana Igapó-Açu I, em Borba, com 114.076 hectares;
- RDS Tupana Igapó-Açu II, em Beruri e Tapauá, com 422.100 hectares;
- RDS Canaã, entre Careiro e Autazes, com 109.607 hectares;
- RDS Mirari, em Humaitá, com 22.775 hectares.
A RDS Mirari terá foco especial na proteção de ambientes florestais e aquáticos.
Por serem Reservas de Desenvolvimento Sustentável, as áreas permitem o uso controlado de recursos naturais pelas populações locais, seguindo regras de manejo e conservação.
Medida reforça proteção no entorno da BR-319
A localização das reservas torna o anúncio especialmente relevante para as discussões ambientais envolvendo a BR-319, rodovia que liga Manaus a Porto Velho e atravessa uma extensa faixa de floresta amazônica.
Com as novas unidades, áreas sob influência da rodovia passam a contar com instrumentos adicionais de gestão territorial e proteção ambiental.
Isso pode contribuir para conter ocupações desordenadas, desmatamento e exploração irregular de recursos naturais em zonas próximas ao corredor rodoviário.
A criação das reservas, entretanto, não representa autorização nem impedimento automático para obras na BR-319. O licenciamento ambiental da rodovia segue um processo próprio.
Humaitá terá mais áreas sob manejo sustentável
O Amazonas também recebeu outros anúncios durante a cerimônia.
Foram assinados contratos para concessão das Unidades de Manejo Florestal II e III da Floresta Nacional de Humaitá, abrangendo 162,7 mil hectares.
Com isso, as três unidades da Flona passam a totalizar 200,9 mil hectares sob manejo sustentável.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, os contratos têm prazo de 40 anos e preveem cerca de R$ 240 milhões em investimentos, além da geração estimada de 339 empregos diretos e 678 indiretos.
Estado também entra em programa de sociobioeconomia
Outro anúncio envolve a implantação de um Núcleo de Desenvolvimento da Sociobioeconomia na região de Juruá-Tefé, no Amazonas.
A iniciativa faz parte de um programa voltado ao fortalecimento de organizações locais, negócios comunitários e cadeias econômicas relacionadas ao uso sustentável da floresta.
O conjunto de medidas amplia a presença de instrumentos de conservação, manejo e geração de renda no Amazonas.
No caso da BR-319, as quatro novas reservas reforçam a proteção de uma região estratégica, onde infraestrutura, expansão da ocupação e preservação ambiental estão diretamente relacionadas.
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