Operação Hidra Dourada também inutilizou cinco embarcações e apreendeu arma, munições e celulares entre Autazes e Novo Aripuanã.
A Polícia Federal e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) destruíram 22 dragas utilizadas em atividades de garimpo ilegal no Rio Madeira, no Amazonas. A ação ocorreu durante a Operação Hidra Dourada, realizada entre os dias 21 e 25 de setembro.
As fiscalizações foram concentradas no trecho do rio localizado entre os municípios de Autazes e Novo Aripuanã. De acordo com a Polícia Federal, foram executadas 18 ações ao longo de quatro dias de operação.
Dragas e embarcações foram inutilizadas
Além das dragas empregadas na extração ilegal de ouro, as equipes destruíram cinco embarcações que, conforme os órgãos responsáveis, eram utilizadas no suporte logístico da atividade.
Durante a operação, também foram apreendidos uma arma de fogo calibre 9 milímetros, munições e três aparelhos celulares. Os materiais devem passar por análise e poderão contribuir com investigações em andamento.
As equipes lavraram dois autos de infração, 17 termos de apreensão e 18 termos de destruição.
Investigação busca identificar cadeia do garimpo
Segundo a Polícia Federal, a Operação Hidra Dourada não se limitou à retirada das estruturas encontradas na área. O objetivo é reunir elementos que ajudem a aprofundar a apuração sobre a cadeia econômica e logística que sustenta o garimpo ilegal na região.
A exploração irregular de ouro em rios da Amazônia pode provocar impactos ambientais, como contaminação da água e degradação de áreas ribeirinhas. A eventual responsabilização criminal e administrativa dependerá do avanço das investigações e da identificação dos envolvidos.
A PF não divulgou informações sobre prisões durante a operação.

